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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Reflexão sobre a Morte

Hoje teve fim o sofrimento da nossa cachorra, depois de tempos sofrendo com um câncer avançado. Meu pai me poupou de vê-la morrendo, pois ele sabe que eu sofreria muito. Mesmo sabendo que eu choraria a cântaros eu queria estar com ela nos seus últimos momentos.

Eu já estava a algum tempo refletindo sobre a morte, mais especificamente sobre a minha. Logicamente hoje me levou a pensar mais sobre.
Não quero de jeito nenhum "morrer sozinha". Me visite, me fale o que você tem a dizer antes que eu me vá. Depois não adianta falar de minhas qualidades em meu velório. Não vai adiantar ter meu velório lotado de pessoas chorando se minha casa mal teve uma visita de uns anos pra cá.
Como diz uma tia minha: "Temos que visitar enquanto é vivo. Depois não adianta ir chorar no velório".
Estou cansada de chamar amigos e parentes para vir em minha casa e ninguém vir. Todos com a velha desculpa da correria do dia-a-dia. Honestamente, quando eu morrer não quero que essas pessoas deixem de fazer suas correiras para irem me ver sem reação alguma. Não quero que parem suas vidas para irem se lamentarem sobre um corpo sem vida, que não pode ouvi-los ou senti-los.

Me lembro de quando a distonia surgiu em minha vida. Em minha casa sempre tinha alguém querendo saber como eu estava, se eu havia melhorado... tinha até pessoas que nunca vi na vida.  Muitas vezes nem tocavam no assunto do que me acometia. Esses queriam apenas conversar, me divertir... Mas aos poucos as visitas foram diminuindo até desaparecerem. E todas essas visitas também tinham a correria do dia-a-dia, mas conseguiam tirar nem que fosse cinco minutos para me visitar.
Você pode dizer que eu posso muito bem visitar em vez de ficar esperando que venham até mim. Errado! Estou cada vez pior. A distonia não me deixa sair sem um bom suporte de quem sabe lidar com ela.

Para encerrar deixo um vídeo que tem tudo a ver com esse texto: