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quinta-feira, 29 de junho de 2023

Viagem sem sair do lugar

 Pra quem não sabe estou escrevendo um livro e depois de muito tempo trabalhando nele resolvi dar uma pausa. Aceitei a sugestão do meu (querido) leitor crítico para parar um pouco (estava cansada da história, dos problemas... tudo o que envolvia o livro) e ler livros congêneros, pois me ajudariam para quando eu voltasse ao trabalho. 

Resolvi começar com um livro que meu amigo Lázaro havia me sugerido há mais de um ano. 

Há anos que eu não viajava sem sair do lugar. Eu simplesmente fui para uma viagem de moto com um baterista. 

Quanto tempo que eu não ficava parada por horas numa posição esquisita esquecendo de tomar água, ir ao banheiro e até de comer.

Uma partezinha de mim sabia que provavelmente eu tinha mensagens pra responder, um assunto sério pra falar com minha família, que se eu não me mexesse ia ficar cheia de picada de pernilongo, que eu precisava ao menos acender a luz. Mas eu não conseguia sair daquela viagem. 

A única coisa que me fez parar foi as 18:00 horas. Meu horário oficial para fazer (algumas das) minhas orações do dia. 

Me sinto tão viva com essa leitura (e ainda nem terminei). Parece que eu estava na estrada com algumas músicas na cabeça a alguns minutos atrás. 

Nos próximos dias estarei tão inacessível quanto estive nessa tarde.

Eu estava lendo alguns livros (bons) graças ao meu amigo Nicolas. Livros importantes pra mim. Mas ler algo que me movesse tanto assim (mesmo que fisicamente eu não me mexesse) era o que eu estava precisando. 


Com certeza irei escrever sobre o livro quando terminar de ler. 

sábado, 24 de junho de 2023

Visitas

 Eu estava vendo sobre obras de misericórdia com o Gabriel Marquim, fundador da Comunidade dos Viventes e do Projeto Vincular, e ele conta uma história onde ele não foi o agente da obra de misericórdia. Foi o objeto da obra de misericórdia. O que o Papa Francisco chama de ser "misericordiado".

Houve uma época que Gabriel passou bastante tempo no hospital e nesse período foi muito visitado. Ele diz que essas visitas lhe fizeram muito bem. 

Me lembrei quando fiquei doente e minha casa vivia cheia de gente, tinha visita todo dia. Aquilo me fazia extremamente bem. Com o tempo as visitas foram diminuindo e hoje é raríssimo ter alguma visita.

Talvez as pessoas se acostumaram com as mesmas respostas, talvez se cansaram, não sei.

Isso me lembra um vídeo onde uma senhora pergunta por que ninguém a visita, ela questiona se tem alguma doença pra ninguém visitá-la. 

Às vezes me sinto assim. Com algo muito contagioso pra ninguém vir em minha casa.



Fica aqui mais um desabafo jogado na Internet. Não precisa responder, eu só preciso colocar algumas coisas pra fora.