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terça-feira, 19 de novembro de 2024

Como me confesso (utilidade pública)

 


No ano que a distonia surgiu na minha vida eu estava prestes a fazer a Crisma. No começo era fácil fazer a confissão, o querido e saudoso padre Mateus fazia de forma prática pra todo mundo, perguntava o decálogo e os cinco mandamentos da Igreja, o penitente só tinha que responder sim ou não, no final ele perguntava se tinha mais algum pecado que queria confessar. Eu só precisava ser levada até a sala que ele estava, aguentar ajoelhada as perguntas, receber a absolvição e a penitência, e depois, todo solícito, o padre me ajudava a levantar e me levava até a porta onde tinha alguém me esperando. 

Quando o padre Mateus ficou bastante doente,  não podendo celebrar Missa, eu fiquei muito tempo sem confessar, consequentemente eu não comungava mais e isso me incomodou por muito tempo. 

Quando tivemos o nosso primeiro pároco, levei minha questão a ele. A sua resposta foi de que eu não precisava confessar, deduzindo que eu tinha apenas pecados vienais, falou que na Missa os pecados vienais são perdoados, então eu podia comungar sem problemas. Comunguei uma ou duas vezes como o padre havia falado, sem confessar, mas isso me incomodava, optei por não receber a Santa Eucaristia até encontrar uma solução. Foi uma decisão difícil, eu sentia falta de receber o Corpo de Cristo, mas não queria receber de forma inadequada.