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segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Um Pequeno Desabafo

 Eu fiz e refiz esse texto várias vezes em minha cabeça.

Eu tenho depressão a mais de 10 anos. Ela veio como consequência da distonia. Não apareceu assim que a distonia surgiu, pois a minha mente criou uma forma de amenizar o choque de uma mudança tão brusca na minha vida.

Numa das minhas primeiras crises de depressão eu fui buscar ajuda com uma pessoa que estudava comigo e tínhamos uma certa convivência, logo achei que éramos amigos. Depois que falei como me sentia e o que pretendia fazer ele reagiu de forma que nunca pensei que alguém reagiria com alguém nessa situação. Ele falou que eu era louca por pensar assim, logo eu que tenho tudo e toda uma vida pela frente. A prima dele (que havia morrido a pouco tempo e tinha, se não me engano, paralisia infantil) poderia reclamar.

Ter a sua dor diminuída porque os outros não te entendem é muito ruim. Me senti, naquele momento, sem um único apoio, mesmo tendo minha família e uns poucos amigos de verdade.

Recentemente passei por algo semelhante, onde duas pessoas que considero muito me disseram que é só "drama", que fico me "vitimizando". Isso doeu de forma tão profunda que eu ponderei em mostrar à eles que nunca foi só drama. Mas felizmente pessoas que sabem a seriedade de tudo isso não me deixaram continuar.

Ainda me dói pensar em como tive minha dor menosprezada por pessoas que considero muito, e as duas últimas ainda são importantes pra mim.

Só peço a quem ler este desabafo, nunca menospreze a dor do outro, isso pode custar a vida dele. Quando estamos mal só queremos alguém que esteja lá para nos ouvir e dar apoio. 


quinta-feira, 2 de julho de 2020

O doce chamado da morte

"Todas as vidas importam". "Você é importante".
As pessoas me diziam isso, mas sempre da boca pra fora. Palavras vazias.
Como dizem para uma criança que o rabisco que ela fez é lindo.
Nem sabem o que está desenhado e é muito lindo.

O doce chamado da morte é mais sincero que as pessoas que se aproximam de mim.
Ela sorri, é gentil, é doce, me oferece um novo mundo...
Há quem diga que ouvi-la é fraqueza.
Não me importo com o que pensam.
Ela é a única que realmente me entende.
Encontrá-la é o meu maior anseio.
Aliviar quem amo e descansar.
Tantas vezes fui ao seu encontro, mas me impediram de chegar perto.
Me obrigaram a sorrir enquanto sou torturada.

Tenho o valor de um objeto nas mãos de qualquer um que se aproxima.
Seja para ser uma garota legal que dá apoio quando precisa, seja para brincarem e depois falar que não querem brincar mais.
Qual objeto sou para você?
Até ela me encontrar ninguém mais irá poder brincar.

Espero por você de braços abertos.
Não demore em chegar.
Faremos uma festa.
Aonde vai me levar?
Logo irei ao seu encontro.


quinta-feira, 12 de março de 2020

Street 242: Minha primeira entrevista

Minha primeira entrevista para o blog foi com um membro do clube Street 242. Tive que fazer a entrevista com uma ajudante, eu falava e ela traduzia para o meu entrevistado o que eu havia dito.



Fomos muito bem recebidas na casa do Eliel, um jovem de 19 anos que faz parte do clube de carros Street 242. Eliel é um membro jovem do clube não só pela sua idade, mas por fazer parte do grupo há dois meses apenas. Um amigo o chamou para participar de um dos encontros e então ele entrou para o clube.