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quinta-feira, 12 de março de 2020

Street 242: Minha primeira entrevista

Minha primeira entrevista para o blog foi com um membro do clube Street 242. Tive que fazer a entrevista com uma ajudante, eu falava e ela traduzia para o meu entrevistado o que eu havia dito.



Fomos muito bem recebidas na casa do Eliel, um jovem de 19 anos que faz parte do clube de carros Street 242. Eliel é um membro jovem do clube não só pela sua idade, mas por fazer parte do grupo há dois meses apenas. Um amigo o chamou para participar de um dos encontros e então ele entrou para o clube.

“É como uma família. Se alguém precisar de algo, ajudamos.” Comenta. Quando perguntado se saem juntos além dos encontros, Eliel explica que antes dele entrar no clube ele não saía, mas agora eles sempre saem, mesmo quando não combinam de irem juntos à um lugar eles acabam se encontrando.

Eliel e seu carro

Não é obrigado a modificar o carro. A pessoa só mexe no carro se ela quiser. Não é admitido que outros fiquem provocando, mesmo que o carro esteja todo acabado.
O clube é pequeno ainda, tem apenas 20 carros. Os membros se encontram todo domingo na Avenida Brasil em frente à loja Quero Quero materiais de construção.
Qualquer um pode participar basta ir aos encontros, não há muitas regras. “Tem meninas que fazem parte do clube porque o namorado participa”. Explica Eliel. O membro que deixa de ir aos encontros é retirado do grupo.

Até um tempo atrás não havia significado para as assas na logo do clube. Porém um integrante sofreu um acidente de carro fatal recentemente e desde então essas assas significam a presença dele no clube.

Homenagem ao integrante falecido

No começo a entrevista foi um pouco difícil. Eu não sabia muito bem o que perguntar ou fazer, Eliel estava um pouco nervoso, recorria à minha ajudante antes que eu terminasse a pergunta, minha intérprete me ajudou muito. Mais para o final Eliel se esforçava em me entender, só então buscava minha ajudante. “Agora que eu ia escutar.” Reclamou quando um carro com som alto passou na rua no momento em que eu falava.

Essa entrevista serviu para eu aprender muita coisa. Não só sobre o clube local Street 242, mas sobre eu mesma, o meu tato com as pessoas e como as elas me vêem.
Tenho que melhorar minha fala para que os outros possam me entender. Preciso ter mais proximidade com as pessoas, alguns anos sem se relacionar com os outros me fez perder o jeito de tratar as pessoas. Muitos ainda evitam em me ver falar, procurando logo uma solução rápida para a dificuldade à sua frente.

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